Aluno
da FASM é selecionado pela segunda vez para Bienal de Música Contemporânea

Diego Batista, aluno da FASM, participa pela segunda vez da mostra, tendo sido selecionado pelo Prêmio de Composição Clássica 2016 da Fundação Nacional de Artes (Funarte), na Categoria 5 (“Partituras para conjuntos de três a cinco intérpretes”)

O estudante, que está no quarto ano do Curso de Composição da FASM, participará da Bienal de Música Contemporânea Brasileira com a peça “Transição”, com a qual foi um dos vencedores do Prêmio Funarte de Composição Clássica 2016. É a segunda vez que tem uma obra sua selecionada para a bienal, que se realiza de 23 a 29 de outubro, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, e que chega à sua XXII edição consagrada como um dos mais importantes eventos do gênero no País.

A peça de Diego Batista será apresentada no dia 28 (sábado) pelos músicos Naílson Simões (trompete), Pablo Sá (violoncelo) e José Wellington (piano). Para o aluno da FASM, a presença do trompete no solo é algo marcante. “É através desse instrumento que todos os outros destacam-se. Na apresentação, ele soará como uma espécie de caixa acústica, servindo de reforço para os demais”. 

A coordenadora do curso de música da FASM, professora Vera Cury, salienta que a bienal é um evento de extrema importância para a música contemporânea. “Ter um graduando expondo sua obra pela segunda vez é raro e gratificante para a instituição. A presença de Diego em um evento tão especial como esse nos orgulha muito e reafirma toda a disciplina, dedicação e talento de nossos estudantes. Há muitos compositores mais antigos e experientes que não conseguem o mesmo feito”. 

Os ingressos poderão ser adquiridos através do portal: http://www.theatromunicipal.rj.gov.br/ , ou diretamente na bilheteria do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. 


Sobre a XXII BIENAL DE MÚSICA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA 

A Bienal de Música Brasileira Contemporânea é um dos mais importantes eventos artísticos do País. Idealizada pelo maestro Edino Krieger, após o sucesso das duas edições do Festival de Música da Guanabara (1969/70), recebeu o apoio decisivo da Sala Cecília Meireles, à época dirigida por Myriam Dauelsberg, que se responsabilizou pelas três primeiras edições (1975/79), com o apoio do Ministério da Educação e Cultura e da Fundação Nacional de Artes (Funarte). As edições de IV a VII (1981/87) tiveram suas organizações compartilhadas entre a Funarj e a Funarte, até que, em 1991, a fundação federal assumiu sua organização, a estadual tornou-se apoiadora e a Sala Cecilia Meireles foi o principal espaço para a realização dos concertos. A Academia Brasileira de Música orgulha-se do apoio que proporciona ao evento desde a XI edição, em 1995. 

Até domingo (29) serão executadas pela primeira vez, em concertos diários, 61 peças inéditas. São 15 de compositores convidados e 46 selecionadas rigorosamente pelo Prêmio de Composição Clássica 2016 da Funarte. Este certame, cujos resultados foram divulgados em novembro de 2016, premiou 46 compositores, nas categorias “Obra para orquestra de câmara” (R$ 22 mil); “Peças para orquestra de cordas” (R$ 18 mil); “Partituras para conjuntos de seis a dez intérpretes” (R$ 17 mil); “Obras para conjuntos de três a cinco intérpretes”, na qual Diego Batista foi selecionado (R$ 12 mil); e “Peças para solista ou duo” (R$ 11 mil). Objetivo foi selecionar partituras inéditas para compor o repertório da XXII Bienal de Música Brasileira Contemporânea.